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2) Os Porcos na China
Na China, os porcos já eram domesticados no período do imperador Fo-Hi, no ano 3500 a.C..
No entanto, a expansão da atividade deu-se durante a Dinastia Han (202 a.C. até 220 d.C.). Neste período, o império responsável pela invenção do papel estendeu sua força cultural, política e agrícola sobre as regiões que atualmente correspondem ao Vietnan, Ásia Central, Mongólia e Coréia.
Desta época remontam várias esculturas de porcos, encontradas em túmulos e sepulturas humanas. De acordo com a simbologia chinesa, o animal representava a riqueza e a fartura, que seriam levadas para a eternidade.
Diferentes das raças européias, as raças chinesas ainda hoje são conhecidas pela prolificidade e pelo alto teor de gordura. As leitoas trazem ao mundo, em média, 14 leitões vivos por gestação, o que também é resultado de séculos e séculos de seleção a partir do número de leitões por cria. Na Europa, a média superior de nascimentos fica em 11 leitões por cria.
A partir de 1949, com a República Popular, a criação passou a ser incentivada pelo Estado e se proliferou pelo país. Atualmente, a China é o maior produtor mundial de suínos, com mais de 480 milhões de cabeças, o que corresponde a mais de 50% do rebanho mundial.
No Vietnan, que ocupa atualmente a quarta posição no ranking mundial da produção, a criação já é conhecida há quase 4.000 anos. Assim como na China, comemora-se a cada 12 anos, o "Ano do Porco", sendo este, por coincidência, 2007. No horóscopo chinês, o animal também representa riqueza, fartura e prosperidade.
3) O Porco no Antigo Egito
O material histórico revela que os porcos já eram conhecidos no Antigo Egito e no Oriente, há mais de 4.000 anos. Possivelmente originários das regiões da Mesopotânia ou da Turquia, espalharam-se pelo delta do rio Nilo, sendo utilizados também para puxar o arado, na preparação da lavoura, oferecendo, além da tração, a vantagem de fazerem, com os próprios pés, os orifícios no solo onde seriam depositadas as sementes do trigo.
Conta-se que na Babilônia, uma das cidades mais antigas do mundo, os porcos andavam soltos, com o objetivo de consumir os restos de alimentos e o lixo depositado nas ruas.
O historiador grego Heródoto (484-425 a.C.) escreveu que os egípcios consideravam o porco um animal "impuro", uma vez que se alimentava de dejetos e excrementos. Os escravos responsáveis pela criação e pelo abate também eram proibidos de freqüentar templos e outros lugares sagrados.
Ainda nos dias de hoje, os porcos desfrutam de uma imagem bastante negativa em muitas culturas. Os motivos estão ligados, possivelmente, a idéia de "impureza" da espécie, que foi transmitida pela história.
3.a) Os Porcos na Bíblia
Foi com a Bíblia que dos grandes mitos em torno dos porcos passou a ser difundido, contribuindo para piorar a já péssima reputação dos animais, no Oriente.
Já no Velho Testamento, no 3° livro de Moisés são descritos os mandamentos para a pureza do homem. Entre eles, encontra-se a advertência contra o consumo de carne de animais considerados "impuros", entre eles, o porco.
..." também os porcos, porque as unhas são fendidas e as fendas das unhas divididas em duas, ... estes vos serão imundos. " (Lev. 11,7)
Hoje sabemos, através da história, que os porcos do Antigo Egito possivelmente sofriam com tênias, triquinas e outros parasitas. Moisés, com seus mandamentos, estabelecia também medidas de higiene para o povo, evitando verminoses e doenças transmitidas através da carne suína mal-cozida. Medidas estas que ainda hoje são recomendadas pelos sanitaristas.
No Novo Testamento encontramos vários registros nos quais a figura dos porcos é associada ao profano, àquilo que não é sagrado ou ao pecado humano.
... " Não dêem aos cães coisas santas, nem deites vossas pérolas aos porcos, pois voltando-se, eles as pisarão com os pés e as despedaçarão. " (Mt, 7,6).
Na segunda epístola de Pedro, o porco é retratado como um animal imundo, comparado àqueles que insistem em permanecer ao pecado:
" ... pois aconteceu-lhe o que diz aquele provérbio verdadeiro, o cão retornou ao próprio vômito e o porco lavado, revolveu-se, de novo, no lamaçal. " (2 Pe 2,2)
Há mais de dois mil anos, o apóstolo Pedro não podia avaliar a importância dos banhos de lama para o comportamento animal. A descoberta de que os porcos possuem glândulas sudoríparas atrofiadas e que os banhos de lama asseguram a regulação térmica do organismo, é bem recente.
Também são recentes as pesquisas que revelam a importância dos banhos de lama para as relações sociais da espécie, uma vez que através da persistência de determinados odores corporais, os animais podem assegurar seus limites territoriais e sexuais.
Fonte: Suinos.com.br
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